Todas as pessoas com mais de 65 anos cujos rendimentos sejam inferiores ao limiar da pobreza têm direito a uma prestação social que lhes garanta esse limiar – o Complemento Solidário para Idosos.
Em Junho de 2009, 206 mil idosos beneficiavam do Complemento Solidário.
Em 2009, a prestação anual média é de mil euros, o que corresponde a um aumento médio de 28% do rendimento do beneficiário. O valor de referência para o rendimento de cada idoso é de 4.960 euros/ano. A despesa orçamentada ascende aos 200 milhões de euros.
Sexta-feira, 10 de Julho de 2009
Quinta-feira, 9 de Julho de 2009
Fonseca Gil - Alteração ao contrato de arrendamento do novo edíficio municipal
Na semana passada a Assembleia Municipal do Seixal votou uma alteração ao contrato de arrendamento do edifício que albergará, no futuro, os serviços administrativos, celebrado em Dezembro de 2006 entre a ASSIMEC e Município do Seixal; e isto porque durante a construção do edifício a Câmara do Seixal descobriu que tinha previsto pouco parqueamento no projecto inicial e ainda porque se tinha esquecido que era necessário montar um sistema de videovigilância, além de que, por imperativo legal, a Câmara do Seixal, ficou claro em Janeiro de 2007, não podia renunciar à isenção do IVA.
Tive oportunidade logo quando foi votada a minuta do contrato promessa de me pronunciar sobre, a meu ver, a ilegalidade que estava a ser cometida. Afinal logo em Janeiro seguinte foi alterada a lei no sentido de ser mais clara e não permitir interpretação abusiva, o que veio demonstrar a minha razão.
A necessidade de aditamento ao contrato para colmatar falhas de planeamento e visão de futuro no projecto demonstra bem a falta de capacidade de planeamento dos comunistas no poder. Ainda se poderia colocar a necessidade de adaptação do projecto e construção a imperativos normativos que pudessem ter sido aprovados neste interim, mas concluir-se que faltava estacionamento e videovigilância, não passa pela cabeça de ninguém.
De quem foi a culpa?
Dos projetistas da senhoria ou do município?
Isso pouco importa para o Senhor Presidente da Câmara do Seixal. Aliás, para o Senhor Presidente mais 8.175.000,00 euros no valor global do contrato são "insignificâncias" e por isso segundo ele, nada de grave; até porque, ainda segundo ele, a Câmara fêz um bom negócio nesta operação.
Esta visão desprendida e despesista é que deve ser equacionada pelos munícipes do Seixal. Voltamos a referir é, no mínimo vergonhoso, como todo o processo se tem desenvolvido e o clausulado do contrato de arrendamento demonstra bem a desigualdade de tratamento entre as partes. Ganha a ASSIMEC durante o arrendamento, irá ganhar a ASSIMEC no momento da venda. Não podia ser de outro modo quando se realiza uma operação desta envergadura sem concorrência.
Por último, já vi por aí uns comentários laranjas na blogosfera exprimindo espanto por o Partido Socialista se ter abestido nesta questão da alteração ao contrato. Sejamos claros, o Partido Socialista quando foi votada a minuta do contrato de arrendamento foi bem claro na sua posição e nas razões porque votava contra. Desta vez o que estava em causa não era o contrato de arrendamento, mas sim, uma emenda a um erro de projecto. Será que o PSD preferia que o edifício ficasse sem videovigilância e sem lugares de estacionamento?
Claro que pese embora o Partido Socialista seja contra o contrato de arrendamento numa perpectiva global, porque ruinoso para os munícipes do Seixal, não se iria colocar numa postura de inviabilização de alterações ao projecto que, embora tardias, se mostram necessárias.
Ainda à cerca de coerência politica não posso deixar de recordar um episódio que me intrigou na altura. Discutiam-se as taxas dos impostos municipais, o PSD, tal como o PS, esgrimiram argumentos contra o valor das taxas que eram apresentadas para aprovação pelo executivo e, na hora da votação o PS votou contra e o PSD abesteve-se.
Confesso que estranhei a discrepância entre o discurso e a acção do PSD e, no final perguntei a um membro do PSD porque razão se tinham abestido face a uma argumentação de repúdio do valor das taxas apresentadas pela Câmara Municipal e tive como resposta:
- "Em breve espero ser poder".
Mais palavras para quê?
Tive oportunidade logo quando foi votada a minuta do contrato promessa de me pronunciar sobre, a meu ver, a ilegalidade que estava a ser cometida. Afinal logo em Janeiro seguinte foi alterada a lei no sentido de ser mais clara e não permitir interpretação abusiva, o que veio demonstrar a minha razão.
A necessidade de aditamento ao contrato para colmatar falhas de planeamento e visão de futuro no projecto demonstra bem a falta de capacidade de planeamento dos comunistas no poder. Ainda se poderia colocar a necessidade de adaptação do projecto e construção a imperativos normativos que pudessem ter sido aprovados neste interim, mas concluir-se que faltava estacionamento e videovigilância, não passa pela cabeça de ninguém.
De quem foi a culpa?
Dos projetistas da senhoria ou do município?
Isso pouco importa para o Senhor Presidente da Câmara do Seixal. Aliás, para o Senhor Presidente mais 8.175.000,00 euros no valor global do contrato são "insignificâncias" e por isso segundo ele, nada de grave; até porque, ainda segundo ele, a Câmara fêz um bom negócio nesta operação.
Esta visão desprendida e despesista é que deve ser equacionada pelos munícipes do Seixal. Voltamos a referir é, no mínimo vergonhoso, como todo o processo se tem desenvolvido e o clausulado do contrato de arrendamento demonstra bem a desigualdade de tratamento entre as partes. Ganha a ASSIMEC durante o arrendamento, irá ganhar a ASSIMEC no momento da venda. Não podia ser de outro modo quando se realiza uma operação desta envergadura sem concorrência.
Por último, já vi por aí uns comentários laranjas na blogosfera exprimindo espanto por o Partido Socialista se ter abestido nesta questão da alteração ao contrato. Sejamos claros, o Partido Socialista quando foi votada a minuta do contrato de arrendamento foi bem claro na sua posição e nas razões porque votava contra. Desta vez o que estava em causa não era o contrato de arrendamento, mas sim, uma emenda a um erro de projecto. Será que o PSD preferia que o edifício ficasse sem videovigilância e sem lugares de estacionamento?
Claro que pese embora o Partido Socialista seja contra o contrato de arrendamento numa perpectiva global, porque ruinoso para os munícipes do Seixal, não se iria colocar numa postura de inviabilização de alterações ao projecto que, embora tardias, se mostram necessárias.
Ainda à cerca de coerência politica não posso deixar de recordar um episódio que me intrigou na altura. Discutiam-se as taxas dos impostos municipais, o PSD, tal como o PS, esgrimiram argumentos contra o valor das taxas que eram apresentadas para aprovação pelo executivo e, na hora da votação o PS votou contra e o PSD abesteve-se.
Confesso que estranhei a discrepância entre o discurso e a acção do PSD e, no final perguntei a um membro do PSD porque razão se tinham abestido face a uma argumentação de repúdio do valor das taxas apresentadas pela Câmara Municipal e tive como resposta:
- "Em breve espero ser poder".
Mais palavras para quê?
Quarta-feira, 8 de Julho de 2009
Contrato Local de Segurança
«29 Contratos Locais de Segurança em sete distritos num ano
O Ministério da Administração Interna assinou 29 Contratos Locais de Segurança (CLS) com autarquias de sete distritos durante um ano e estão a decorrer negociações para serem celebrados outros na Guarda e Setúbal.
Segundo o Ministério da Administração Interna (MAI), os primeiros CLS, que têm como objectivo prevenir a criminalidade, foram assinados no Bairro do Cerco, no Porto, em Maio de 2008, e no concelho de Loures, em Setembro de 2008.
Este ano já foram assinados oito CLS no distrito de Évora, 16 em Faro, um no centro histórico de Viseu, no município de Cabeceira de Bastos (Braga) e em Cuba (Beja).
"Este número excede o objectivo que tinha sido fixado pelo MAI para o primeiro semestre de 2008, que era de dez CLS", refere o MAI, numa nota enviada à agência Lusa, adiantando que o Governo "está empenhado na negociação de novos CLS com os municípios de Pinhel e Guarda (distrito da Guarda) e com a Câmara Municipal de Setúbal".
Os CLS têm como objectivo "reforçar a segurança, aumentar o sentimento de segurança e o nível de confiança das populações, aproximar" as forças de segurança dos cidadãos e "melhorar a eficácia e a eficiência do serviço policial", segundo o MAI.
São "uma excelente forma de aproximar as populações da segurança", disse à Lusa Paulo Pereira Almeida, docente do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) e fundador da revista Segurança e Defesa, que hoje organiza em Lisboa um seminário sobre os Contratos Locais de Segurança.
Segundo o investigador, os CLS "não são apenas um instrumento de combate à criminalidade". Daí que tenham sido celebrados não só em zonas problemáticas, mas também em outros locais "numa perspectiva da prevenção" do crime.
"Trabalhar a segurança ao nível do conceito de comunidades é algo que não era feito em Portugal antes dos CLS", sublinha.
Neste projecto, não são apenas envolvidas as forças de segurança, mas também toda a comunidade, desde associações, moradores e até ao poder local, como as juntas de freguesia.
Paulo Pereira Almeida considera que "as autarquias têm neste momento um óptimo instrumento para responder aos problemas locais da segurança comunitária".
Segundo o MAI, a celebração dos CLS "tem proporcionado o quadro adequado para as forças de segurança desenvolverem e aprofundarem os seus Programas Especiais de Policiamento, reforçando as vertentes de apoio à vítima", em casos de violência doméstica, violação ou maus-tratos e segurança escolar.
Além de fenómenos criminais, os CLS abrangem, quando se justifica, a área da protecção civil, nomeadamente no que concerne à prevenção da sinistralidade rodoviária e à prevenção de incêndios florestais.
Com este projecto são fixadas "as formas e as estratégias de presença e de intervenção no terreno das várias forças de segurança, incluindo as polícias municipais e os recursos de segurança privada", bem como os objectivos específicos a atingir por cada uma destas entidades, não só em termos de prevenção, manutenção e reposição da ordem, como de fiscalização e dissuasão das condutas anti-sociais, adianta o ministério.
Lusa, publicado a 2009-07-07 às 10:03»
Publico aqui esta notícia na íntegra, por considerar que a Insegurança é o maior problema do Concelho do Seixal. Além de todas as notícias diárias que falam da Insegurança no nosso Concelho, acresce que trabalhando eu, diariamente, no Tribunal do Seixal, sei do que falo. Nesse sentido, e quanto ao Contrato Local de Segurança agora proposto pelo Governo Central, tenho noção de que é da extrema necessidade que este Contrato seja implementado no Concelho do Seixal rapidamente, aliás uma das prioridades da minha campanha é precisamente essa. Pena é que, aquele que é o governante máximo (ainda) do Concelho, o Presidente Alfredo Monteiro, não saiba do que se trata. Confesso que foi grande o meu espanto quando, em Reunião de Câmara mencionei ao Presidente a necessidade de termos este Contrato de Segurança, e me foi respondido que desconhecia do que se tratava pois, a ele, ninguém havia proposto nada.
Para que não volte a cair no mesmo erro, hoje deixo aqui ao Sr. Presidente, duma forma mais detalhada, toda a informação necessária. Mesmo que não seja lida no blogue, sairá no «Comércio do Seixal e Sesimbra» (comentários inclusos), portanto penso que a leitura estará assegurada.
Quem também seguramente irá ler será o meu adversário político, amigo e colega de página, Paulo Edson. Poderá comentar no seu blogue ou aqui.
O Ministério da Administração Interna assinou 29 Contratos Locais de Segurança (CLS) com autarquias de sete distritos durante um ano e estão a decorrer negociações para serem celebrados outros na Guarda e Setúbal.
Segundo o Ministério da Administração Interna (MAI), os primeiros CLS, que têm como objectivo prevenir a criminalidade, foram assinados no Bairro do Cerco, no Porto, em Maio de 2008, e no concelho de Loures, em Setembro de 2008.
Este ano já foram assinados oito CLS no distrito de Évora, 16 em Faro, um no centro histórico de Viseu, no município de Cabeceira de Bastos (Braga) e em Cuba (Beja).
"Este número excede o objectivo que tinha sido fixado pelo MAI para o primeiro semestre de 2008, que era de dez CLS", refere o MAI, numa nota enviada à agência Lusa, adiantando que o Governo "está empenhado na negociação de novos CLS com os municípios de Pinhel e Guarda (distrito da Guarda) e com a Câmara Municipal de Setúbal".
Os CLS têm como objectivo "reforçar a segurança, aumentar o sentimento de segurança e o nível de confiança das populações, aproximar" as forças de segurança dos cidadãos e "melhorar a eficácia e a eficiência do serviço policial", segundo o MAI.
São "uma excelente forma de aproximar as populações da segurança", disse à Lusa Paulo Pereira Almeida, docente do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) e fundador da revista Segurança e Defesa, que hoje organiza em Lisboa um seminário sobre os Contratos Locais de Segurança.
Segundo o investigador, os CLS "não são apenas um instrumento de combate à criminalidade". Daí que tenham sido celebrados não só em zonas problemáticas, mas também em outros locais "numa perspectiva da prevenção" do crime.
"Trabalhar a segurança ao nível do conceito de comunidades é algo que não era feito em Portugal antes dos CLS", sublinha.
Neste projecto, não são apenas envolvidas as forças de segurança, mas também toda a comunidade, desde associações, moradores e até ao poder local, como as juntas de freguesia.
Paulo Pereira Almeida considera que "as autarquias têm neste momento um óptimo instrumento para responder aos problemas locais da segurança comunitária".
Segundo o MAI, a celebração dos CLS "tem proporcionado o quadro adequado para as forças de segurança desenvolverem e aprofundarem os seus Programas Especiais de Policiamento, reforçando as vertentes de apoio à vítima", em casos de violência doméstica, violação ou maus-tratos e segurança escolar.
Além de fenómenos criminais, os CLS abrangem, quando se justifica, a área da protecção civil, nomeadamente no que concerne à prevenção da sinistralidade rodoviária e à prevenção de incêndios florestais.
Com este projecto são fixadas "as formas e as estratégias de presença e de intervenção no terreno das várias forças de segurança, incluindo as polícias municipais e os recursos de segurança privada", bem como os objectivos específicos a atingir por cada uma destas entidades, não só em termos de prevenção, manutenção e reposição da ordem, como de fiscalização e dissuasão das condutas anti-sociais, adianta o ministério.
Lusa, publicado a 2009-07-07 às 10:03»
Publico aqui esta notícia na íntegra, por considerar que a Insegurança é o maior problema do Concelho do Seixal. Além de todas as notícias diárias que falam da Insegurança no nosso Concelho, acresce que trabalhando eu, diariamente, no Tribunal do Seixal, sei do que falo. Nesse sentido, e quanto ao Contrato Local de Segurança agora proposto pelo Governo Central, tenho noção de que é da extrema necessidade que este Contrato seja implementado no Concelho do Seixal rapidamente, aliás uma das prioridades da minha campanha é precisamente essa. Pena é que, aquele que é o governante máximo (ainda) do Concelho, o Presidente Alfredo Monteiro, não saiba do que se trata. Confesso que foi grande o meu espanto quando, em Reunião de Câmara mencionei ao Presidente a necessidade de termos este Contrato de Segurança, e me foi respondido que desconhecia do que se tratava pois, a ele, ninguém havia proposto nada.
Para que não volte a cair no mesmo erro, hoje deixo aqui ao Sr. Presidente, duma forma mais detalhada, toda a informação necessária. Mesmo que não seja lida no blogue, sairá no «Comércio do Seixal e Sesimbra» (comentários inclusos), portanto penso que a leitura estará assegurada.
Quem também seguramente irá ler será o meu adversário político, amigo e colega de página, Paulo Edson. Poderá comentar no seu blogue ou aqui.
Terça-feira, 7 de Julho de 2009
Equipa do Boletim Municipal

Para quem tinha curiosidade (como eu) aqui fica a foto de familia, da equipa do Boletim Municipal.
E não é que são precisas dezasseis pessoas para fazer um pasquim quinzenal (com o devido respeito pelo "Pasquim" Brasileiro, um importante jornal de oposição a ditadura militar).
Curioso é que já há quatro meses que estou á espera que me respondam a uma pergunta tão simples como qual o estatuto editorial deste órgão de comunicação e não há meio!
Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Artigo " Portugal vale a pena" de Nicolau Santos (no seguimento do post de ontem)
Eu conheço um país que tem uma das mais baixas taxas de mortalidade de
recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de
tecnologia de transformadores.
Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus. Eu
conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os
vende para mais de meia centena de mercados.
E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você
pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme
que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas
bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários
prémios internacionais.
E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se
fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados
Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores
agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros).
Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de
energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de
plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa
por via informática.
Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram
sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas
e médias empresas.
Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou
para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que
desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das
auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado
mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que
produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos
espanhóis.
E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência
Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de
pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou
já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um
pouco por todo o mundo.
O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive -
Portugal.
Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por
portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com
sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI,
BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software,
Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do
Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace,
Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas
também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim
Turismo.
E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas
dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos
e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal,
Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal
um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo
são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).
É este o País em que também vivemos.
É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na
cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na
saúde, no ambiente, etc.
Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o
progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.
Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos
orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos - e não
invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma
velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez,
puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos
sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar
muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito.
Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados,porque não hão-de os
bons serem também seguidos?
Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso
In Revista Exportar
recém-nascidos do mundo, melhor que a média da União Europeia.
Eu conheço um país onde tem sede uma empresa que é líder mundial de
tecnologia de transformadores.
Mas onde outra é líder mundial na produção de feltros para chapéus. Eu
conheço um país que tem uma empresa que inventa jogos para telemóveis e os
vende para mais de meia centena de mercados.
E que tem também outra empresa que concebeu um sistema através do qual você
pode escolher, pelo seu telemóvel, a sala de cinema onde quer ir, o filme
que quer ver e a cadeira onde se quer sentar.
Eu conheço um país que inventou um sistema biométrico de pagamentos nas
bombas de gasolina e uma bilha de gás muito leve que já ganhou vários
prémios internacionais.
E que tem um dos melhores sistemas de Multibanco a nível mundial, onde se
fazem operações que não é possível fazer na Alemanha, Inglaterra ou Estados
Unidos. Que fez mesmo uma revolução no sistema financeiro e tem as melhores
agências bancárias da Europa (três bancos nos cinco primeiros).
Eu conheço um país que está avançadíssimo na investigação da produção de
energia através das ondas do mar. E que tem uma empresa que analisa o ADN de
plantas e animais e envia os resultados para os clientes de toda a Europa
por via informática.
Eu conheço um país que tem um conjunto de empresas que desenvolveram
sistemas de gestão inovadores de clientes e de stocks, dirigidos a pequenas
e médias empresas.
Eu conheço um país que conta com várias empresas a trabalhar para a NASA ou
para outros clientes internacionais com o mesmo grau de exigência. Ou que
desenvolveu um sistema muito cómodo de passar nas portagens das
auto-estradas. Ou que vai lançar um medicamento anti-epiléptico no mercado
mundial. Ou que é líder mundial na produção de rolhas de cortiça. Ou que
produz um vinho que "bateu" em duas provas vários dos melhores vinhos
espanhóis.
E que conta já com um núcleo de várias empresas a trabalhar para a Agência
Espacial Europeia. Ou que inventou e desenvolveu o melhor sistema mundial de
pagamentos de cartões pré-pagos para telemóveis. E que está a construir ou
já construiu um conjunto de projectos hoteleiros de excelente qualidade um
pouco por todo o mundo.
O leitor, possivelmente, não reconhece neste País aquele em que vive -
Portugal.
Mas é verdade. Tudo o que leu acima foi feito por empresas fundadas por
portugueses, desenvolvidas por portugueses, dirigidas por portugueses, com
sede em Portugal, que funcionam com técnicos e trabalhadores portugueses.
Chamam-se, por ordem, Efacec, Fepsa, Ydreams, Mobycomp, GALP, SIBS, BPI,
BCP, Totta, BES, CGD, Stab Vida, Altitude Software, Primavera Software,
Critical Software, Out Systems, WeDo, Brisa, Bial, Grupo Amorim, Quinta do
Monte d'Oiro, Activespace Technologies, Deimos Engenharia, Lusospace,
Skysoft, Space Services. E, obviamente, Portugal Telecom Inovação. Mas
também dos grupos Pestana, Vila Galé, Porto Bay, BES Turismo e Amorim
Turismo.
E depois há ainda grandes empresas multinacionais instaladas no País, mas
dirigidas por portugueses, trabalhando com técnicos portugueses, que há anos
e anos obtêm grande sucesso junto das casas mãe, como a Siemens Portugal,
Bosch, Vulcano, Alcatel, BP Portugal, McDonalds (que desenvolveu em Portugal
um sistema em tempo real que permite saber quantas refeições e de que tipo
são vendidas em cada estabelecimento da cadeia norte-americana).
É este o País em que também vivemos.
É este o País de sucesso que convive com o País estatisticamente sempre na
cauda da Europa, sempre com péssimos índices na educação, e com problemas na
saúde, no ambiente, etc.
Mas nós só falamos do País que está mal. Daquele que não acompanhou o
progresso. Do que se atrasou em relação à média europeia.
Está na altura de olharmos para o que de muito bom temos feito. De nos
orgulharmos disso. De mostrarmos ao mundo os nossos sucessos - e não
invariavelmente o que não corre bem, acompanhado por uma fotografia de uma
velhinha vestida de preto, puxando pela arreata um burro que, por sua vez,
puxa uma carroça cheia de palha. E ao mostrarmos ao mundo os nossos
sucessos, não só futebolísticos, colocamo-nos também na situação de levar
muitos outros portugueses a tentarem replicar o que de bom se tem feito.
Porque, na verdade, se os maus exemplos são imitados,porque não hão-de os
bons serem também seguidos?
Nicolau Santos, Director - adjunto do Jornal Expresso
In Revista Exportar
Domingo, 5 de Julho de 2009
O Anti-PS
(Este texto é puramente fictício e qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência)
Caros concidadãos…
Terminadas que estão as eleições europeias facilmente se constata que a derrota do Partido Socialista foi em grande parte devida ao sentimento generalizado do Anti-PS, que premiou todos os partidos da oposição com votos "roubados" ao Eng. Sócrates.
É claro que a escolha do candidato também ajudou à derrota, mas este sentimento tem-se vindo a revelar cada vez mais forte e ganha de dia para dia mais e mais apoiantes.
Se eu fosse um reputado médico a trabalhar no sistema nacional de saúde e se alguém me obrigasse a picar o ponto todos os dias, impedindo-me de assistir os meus 4 consultórios particulares… Anti-PS
Se eu fosse jornalista e se alguém me acabasse com o sistema privado de segurança social sustentado pelo "Zé Povo"… Anti-PS
Se eu fosse funcionário do Ministério da Agricultura no Alentejo, onde há mais funcionários do que agricultores e me obrigassem a fazer qualquer coisa para justificar o meu salário no final do mês… Anti-PS
Se eu fosse magistrado e me tentassem acabar com os meus 2 ricos meses de férias no Verão… Anti-PS
Se eu fosse militar e me cortassem a RADME (Repartição de Assistência na Doença aos Militares do Exército), devido a burlas na concessão a pessoas que não tinham direito ao cartão, registando-se casos de sobrefacturação, de desconto duplo da mesma factura, entre outras práticas que lesaram o Estado em pelo menos meio milhão de euros… Anti-PS
E claro, se eu fosse professor e me acabassem com a promoção garantida a "General", independentemente da minha qualidade e do meu desempenho… Anti-PS
Meus amigos, será que há portugueses de primeira e outros de segunda? Porque razão usufruem os funcionários do Estado de regalias que não são iguais para os restantes cidadãos?
Ouvimos todos os dias, estas classes que referi, queixarem-se incessantemente disto e daquilo, e de direitos adquiridos e de regalias… e os outros?
Veja-se a mais recente manifestação de professores em Lisboa. Está para chegar o dia em que eu ouça os professores protestarem contra a iliteracia dos nossos alunos, contra sermos os últimos nos rankings europeus a matemática, como se as nossas crianças nascessem burrinhas, coitadas e a matemática só estivesse ao alcance de grandes génios.
Contra o facto de quase ninguém conhecer os nossos autores como deve ser, mas um qualquer estudante espanhol discute Cervantes e um inglês Shakespeare.
Contra os preços absurdos dos manuais escolares e que todos os anos são diferentes, sem hipótese de reaproveitamento entre famílias ou alunos da mesma escola, e contra os erros que abundam nos ditos manuais que, pasme-se, são escritos pelos senhores professores.
Contra a insegurança nas escolas por carência de pessoal auxiliar, contra a sua própria insegurança e perda constante de autoridade, etc., etc., etc.
Mas não, os motivos são sempre os mesmos. Dinheiro, estatuto e regalias sociais.
Quando é que percebem que algo vai mal no ensino quando um aluno de um país de leste começa o ano lectivo sem saber falar a nossa língua, e ao fim de 4 meses já é o melhor aluno da turma?
Quando esse dia chegar, tenho a certeza absoluta que terão todos os portugueses ao vosso lado a gritar nas ruas e a manifestarem-se… Anti-PS.
Até para a semana…
Texto publicado no semanário Terras do Vale do Sousa
Caros concidadãos…
Terminadas que estão as eleições europeias facilmente se constata que a derrota do Partido Socialista foi em grande parte devida ao sentimento generalizado do Anti-PS, que premiou todos os partidos da oposição com votos "roubados" ao Eng. Sócrates.
É claro que a escolha do candidato também ajudou à derrota, mas este sentimento tem-se vindo a revelar cada vez mais forte e ganha de dia para dia mais e mais apoiantes.
Se eu fosse um reputado médico a trabalhar no sistema nacional de saúde e se alguém me obrigasse a picar o ponto todos os dias, impedindo-me de assistir os meus 4 consultórios particulares… Anti-PS
Se eu fosse jornalista e se alguém me acabasse com o sistema privado de segurança social sustentado pelo "Zé Povo"… Anti-PS
Se eu fosse funcionário do Ministério da Agricultura no Alentejo, onde há mais funcionários do que agricultores e me obrigassem a fazer qualquer coisa para justificar o meu salário no final do mês… Anti-PS
Se eu fosse magistrado e me tentassem acabar com os meus 2 ricos meses de férias no Verão… Anti-PS
Se eu fosse militar e me cortassem a RADME (Repartição de Assistência na Doença aos Militares do Exército), devido a burlas na concessão a pessoas que não tinham direito ao cartão, registando-se casos de sobrefacturação, de desconto duplo da mesma factura, entre outras práticas que lesaram o Estado em pelo menos meio milhão de euros… Anti-PS
E claro, se eu fosse professor e me acabassem com a promoção garantida a "General", independentemente da minha qualidade e do meu desempenho… Anti-PS
Meus amigos, será que há portugueses de primeira e outros de segunda? Porque razão usufruem os funcionários do Estado de regalias que não são iguais para os restantes cidadãos?
Ouvimos todos os dias, estas classes que referi, queixarem-se incessantemente disto e daquilo, e de direitos adquiridos e de regalias… e os outros?
Veja-se a mais recente manifestação de professores em Lisboa. Está para chegar o dia em que eu ouça os professores protestarem contra a iliteracia dos nossos alunos, contra sermos os últimos nos rankings europeus a matemática, como se as nossas crianças nascessem burrinhas, coitadas e a matemática só estivesse ao alcance de grandes génios.
Contra o facto de quase ninguém conhecer os nossos autores como deve ser, mas um qualquer estudante espanhol discute Cervantes e um inglês Shakespeare.
Contra os preços absurdos dos manuais escolares e que todos os anos são diferentes, sem hipótese de reaproveitamento entre famílias ou alunos da mesma escola, e contra os erros que abundam nos ditos manuais que, pasme-se, são escritos pelos senhores professores.
Contra a insegurança nas escolas por carência de pessoal auxiliar, contra a sua própria insegurança e perda constante de autoridade, etc., etc., etc.
Mas não, os motivos são sempre os mesmos. Dinheiro, estatuto e regalias sociais.
Quando é que percebem que algo vai mal no ensino quando um aluno de um país de leste começa o ano lectivo sem saber falar a nossa língua, e ao fim de 4 meses já é o melhor aluno da turma?
Quando esse dia chegar, tenho a certeza absoluta que terão todos os portugueses ao vosso lado a gritar nas ruas e a manifestarem-se… Anti-PS.
Até para a semana…
Texto publicado no semanário Terras do Vale do Sousa
Sexta-feira, 3 de Julho de 2009
Entrevista - Miranda Calha, secretário nacional

Quais são os objectivos do PS para as próximas eleições autárquicas?
Os objectivos em todos os actos eleitorais são os mesmos, vencer, e quando se fala em vencer eleições é ter mais votos do que os outros partidos.
Vence quem tem mais votos e esse é o objectivo claro do Partido Socialista para as eleições autárquicas. É evidente que estas eleições, são 308 eleições, cada uma com as suas especificidades, no entanto quando olhamos para o conjunto dos 308 actos eleitorais, o objectivo passa claramente por ser o partido mais votado no todo nacional.
Estando concluído grande parte do processo de escolha dos candidatos socialistas às câmaras municipais, a questão é como é que este decorreu?
O processo de escolha dos candidatos do Partido Socialista decorreu de forma positiva, posso mesmo dizer-lhe que foi um processo complexo mas que decorreu de maneira razoável, sem problemas, ao contrário do que aconteceu em outros partidos.
Existiu uma boa articulação entre as concelhias, as federações e a estrutura nacional.
Há ainda uma coisa outra questão que posso garantir, é que em cada concelho foi escolhido o melhor ou a melhor para ser o candidato pelo Partido Socialista.
Há, porém, decisões que não estão tomadas. Quando é expectável termos o quadro final das candidaturas socialistas a todos os municípios do país?
Neste momento em que falamos falta-nos encerrar o processo em seis concelhos, provavelmente quando esta entrevista for publicada já teremos o quadro final fechado.
Não vou falar de prazos, mas garanto-lhe que até nesse aspecto o processo decorreu bastante bem, a cerca de cinco meses das eleições temos escolhido quase todos os candidatos, algo que me parece ser caso único em termos de partidos políticos.
Esta questão demonstra bem a capacidade das nossas estruturas concelhias e federativas, bem como a excelente ligação que ao longo deste processo sempre houve com a equipa que coordena este processo autárquico.
Quais os critérios que estiveram na origem da indicação dos cabeças-de-lista do PS?
Como sabe a direcção do PS sempre foi clara em relação a essa questão, para nós de maneira geral os actuais presidentes seriam recandidatos.
Em segundo lugar a nossa preocupação foi fomentar que em cada concelho fosse escolhido o melhor para se candidatar como cabeça-delista pelo Partido Socialista.
Estes são dois critérios que cumprimos, e por isso este trabalho deixa-nos bastante satisfeitos.
É evidente que os nossos candidatos são pessoas que sentem o PS, como o é, ou seja um Partido com grandes preocupações sociais, que se identificam com o excelente trabalho que o PS tem desenvolvido no Governo ao longo deste mandato.
Em que medida foram incluídas nas listas personalidades independentes com qualidade e prestígio, representativo da sociedade?
Volto a repetir, nós procuramos escolher os melhores em cada concelho, sejam personalidades independentes ou militantes.
A preocupação é que aderissem ao nosso projecto municipal que dá grande destaque às questões sociais.
Não quero individualizar, mas temos muitos independentes que acreditam no trabalho do Partido Socialista de forma a desenvolver o País e cada concelho por si próprio,
pessoas que se aproximaram de nós, que integram as nossas listas, que acolhemos e com quem estamos a trabalhar com vista a conseguirmos os nossos objectivos, que são também o dessas pessoas.
Este é um processo em que interessa juntar, unir, acrescentar, por isso todos são bem vindos e muito nos honra a presença de figuras independentes nas nossas listas e a trabalhar connosco.
Quais são os principais trunfos que, na sua opinião, os candidatos socialistas têm para conquistar a presidência das autarquias?
Pode parecer repetitivo, mas realmente esta é a realidade, o principal trunfo é que como já referi procurou-se que a escolha recaísse sobre os melhores.
Sob a égide do PS pretendemos protagonizar os melhores projectos para os municípios.
Mas há uma outra questão que não podemos deixar de ver e analisar, é que o trabalho desenvolvido pelos autarcas do PS, principalmente do ponto de vista social, da criação de emprego, no apoio aos mais desfavorecidos, no desenvolvimento dos seus concelhos é incomparavelmente superior ao realizado pela maioria dos candidatos das outras forças políticas.
É uma questão de comparação e aí sem dúvida que temos, têm os nossos autarcas muito mais para mostrar. É simples fazer essa comparação, como que há uma conduta dos autarcas do PS que pode e deve levar as pessoas a reflectir. A sua acção baseia-se em
valores importantes, logo é uma garantia de que irá fazer um trabalho claramente melhor do que os de outras forças políticas.
É para manter aquelas onde somos poder?
Nem outra situação nos passa pela cabeça, é evidente que em nenhuma eleição podemos garantir a vitória antecipada, é preciso trabalhar diariamente em prol das populações para que tal aconteça, e como conheço os nossos presidentes sei que fazem diariamente o melhor pelas suas populações, e isso é uma garantia de que iremos manter as nossas câmaras.
As candidaturas socialistas incorporam nos seus esboços de programa uma nova geração de políticas autárquicas?
É evidente que sim, questões como políticas de qualificação territorial e ambiental, que passam pela adopção de políticas de ordenamento do território e de protecção do ambiente, garantido o desenvolvimento sustentável do território, nomeadamente através de recursos intensivos a energias alternativas e de incremento do uso do transporte colectivo; a aposta na reabilitação urbana, contribuindo para simultaneamente qualificar o património edificado e revitalizar demográfica e economicamente os centros degradados das vilas e cidades; o desenvolvimento de estratégias de acesso à habitação, no quadro de programas municipais de habitação.
A cidadania activa, como a generalização da prática dos orçamentos participativos; o funcionamento de sítios electrónicos, e o compromisso de uma relação transparente e de parceria entre o município e as associações existentes no concelho.
Políticas de crescimento, que passam por estimular o espírito empreendedor,a inovação da criatividade nos núcleos urbanos, consolidando vilas e cidades que ganhem notoriedade pelas suas características distintivas; o compromisso de assumir
como grande objectivo a qualificação; o reforço da cooperação.
A organização e gestão local, que passa pela assumpção de uma nova cultura política local assente numa atitude pró-activa no exercício de todas as competências que a lei confere; a criação de gestores do território, e o compromisso por uma administração municipal rigorosa, aberta, moderna e amiga do cidadão.
E principalmente políticas sociais integradoras, são matérias que integraram os programas eleitorais dos nossos candidatos.
Em especial no que respeita à vertente das novas gerações de políticas autárquicas não posso deixar de destacar as questões de qualificação territorial e ambiental.
São questões a que urge dar ainda mais importância e atenção.
De que forma as questões sociais estão no centro desses programas?
Sem sombra de dúvida que as questões sociais fazem parte dos eixos fundamentais das políticas
autárquicas do Partido Socialista.
Falamos de políticas sociais integradoras que promovam a coesão social.
Consideramos que tem de existir o envolvimento municipal nas áreas sociais integradoras, destacando a protecção e inclusão social, o cuidado com a infância, os jovens, os idosos e as pessoas com deficiência e, finalmente, a educação e formação. A nova geração de políticas autárquicas, mais viradas para as pessoas, surge de um processo de descentralização de competências que será alargado a toda a área social.
Têm as autarquias que consolidar a assumpção de competências na área da educação, designadamente através da criação de um espaço institucional próprio na estrutura organizativa da autarquia, permitindo uma gestão mais profissional e mais próxima das
populações.
A consolidação da participação das autarquias locais na gestão das unidades locais de saúde e dos centros hospitalares, garantindo uma aproximação às necessidades da comunidade na área da saúde, é outro vector bastante importante.
Em síntese há um vasto leque de políticas na vertente social que são o cerne das candidaturas autárquicas do Partido Socialista, é um esforço que tem de ser contínuo e dando seguimento ao grande trabalho descentralizador que este Governo tem desenvolvido.
Sem sombra de dúvida que este aspecto é fundamental, como eixo de desenvolvimento, logo é um dos assuntos determinantes nos programas autárquicos do PS.
Há alguma orientação a partir do Secretariado Nacional no sentido de haver um tronco comum aos programas a apresentar ao eleitorado ou a cada candidatura deve apresentar-se em face da realidade municipal?
Contamos apresentar um manifesto eleitoral autárquico que servirá de base, ou como tronco comum aos programas dos 308 municípios.
Desenvolvemos um grande debate realizado já o ano transacto sob a égide da Fundação Res Publica, e que se baseia em cinco vectores fundamentais.
É evidente que este será um tronco comum ao trabalho autárquico do PS, mas também é evidente que cada candidatura têm especificidades locais que serão tidas em contra
pelos nossos candidatos, é por isso que refiro muitas vezes que estamos perante 308 eleições com singularidades distintas.
Em síntese, os nossos programas em cada concelho têm em conta as especificidades locais, mas todos têm em conta também uma base que são as ideias e os ideais do Partido Socialista para a governação autárquica.
Como vê a hipótese de o PS poder reconquistar câmaras tão importantes como o Porto, Coimbra ou Sintra?
Como comecei por referir no início desta entrevista o Partido Socialista concorre para vencer em todos os municípios por isso procurou escolher os melhores candidatos
em cada um dos concelhos.
Sabemos, como é evidente, que não venceremos nos 308 municípios, mas uma certeza nós temos, iremos apresentar-nos ao eleitorado de cada concelho com as melhore equipas
e com os melhores programas eleitorais.
Embora os concelhos que referiu sejam importantes, até pelo simbolismo, para nós todos os concelhos tem a mesma importância, pois cada um é único.
Mas reforço que a nossa convicção é que temos os melhores para vencer, e principalmente para trabalhar diariamente pela melhoria das condições de vida das populações que habitam nos respectivos concelhos, consequentemente pela melhoria das
condições de vida em Portugal.
Por isso mesmo dizemos com clareza que “Melhor Poder Local, é mais Portugal!”
Como comenta o facto de Santana Lopes voltar a concorrer à presidência da Câmara de Lisboa, desta feita com a direita toda unida em torno da sua candidatura. Vê esta candidatura uma ameaça para a cidade?
Vejo de forma muito negativa. É preciso ter memória e lembrarmonos do que foi o desnorteio geral na Câmara Municipal de Lisboa no período da gestão de Santana Lopes
e do PSD à frente dos destinos da Câmara Municipal de Lisboa, que levou inclusive a que tivesse de haver eleições intercalares.
Recordemo-nos do que era a situação financeira da autarquia que nem dinheiro tinha para pagar a fornecedores, inclusive os próprios jornais, foi sem sombra de dúvida
um período muito negro e negativo ao qual ninguém quererá por certo regressar.
Mas o que me interessa realçar é o excelente trabalho que António Costa está a desenvolver como presidente da Câmara Municipal de Lisboa. Hoje é fácil para os lisboetas perceber a diferença entre o que foi o trabalho no passado recente e o
trabalho desenvolvido por António Costa e pelo PS em Lisboa.
A pouco e pouco essas diferenças avolumam-se. Volta a dar gosto viver em Lisboa. António Costa tem tido um trabalho difícil e árduo, herdou uma câmara completamente falida, sem dinheiro até para pagar a fornecedores, o que afecta a vida a muitas
pessoas, mas conseguiu ultrapassar essa questão e está a conseguir demonstrar a diferença entre um autarca PS e os de outros partidos, é bem o exemplo do que lhe referi atrás, basta ver a diferença.
Eu acredito que a população de Lisboa não quer voltar ao caos que era esta cidade, estou completamente convicto que essa situação não vai voltar a repetir-se.
A indicação de Marcos Perestrello para Oeiras é um sinal de que o PS aposta forte na conquista deste concelho?
O PS aposta forte em todos os concelhos, como já lhe disse, não quero estar aqui a personalizar casos, mas não há dúvida de que Marcos Perestrello é um jovem quadro com
um grande valor, basta ver o seu percurso ao longo destes anos.
É uma aposta clara num jovem com valor e com provas dadas, tal como muitos outros por este país.
Posso referir-lhe que nunca o PS apresentou tantos jovens e tantas mulheres como cabeças-de-lista como apresenta neste acto eleitoral autárquico.
É uma nova forma de viver a política e é principalmente um rejuvenescer as listas de candidatos do Partido Socialista. É claramente uma aposta na Juventude.
Dos 308 concelhos, temos cerca de 30 mulheres como cabeças-de-lista e muitos jovens, que são o futuro.
A aposta do PS é clara mais jovens e mais mulheres, e já que abordo esta questão, não posso deixar de referir a importância até legal que têm o cumprimento da lei da paridade, que para todas as freguesias com mais de 750 eleitores e para concelhos com mais de 7500 tem de ser cumprida.
No entanto não é só por existir a lei da paridade que para nós é muito importante a presença de mais mulheres e jovens nas listas do PS, é mesmo uma aposta nossa.
Quero deixar aqui uma nota de agradecimento a todos os cidadãos que integram as listas eleitorais, pela forma abnegada, pelo esforço na preparação das listas que envolve milhares de pessoas por este país, pela forma como as concelhias, as federações se envolveram neste trabalho só posso concluir que se sente uma força vencedora no todo e em cada um.
Em sua opinião as eleições autárquicas deviam realizar-se no mesmo dia das legislativas?
Manter o calendário eleitoral é realizar as eleições em separado, essa sempre foi a vontade do PS, em primeiro lugar realizaram-se as eleições para o Parlamento Europeu,
de seguida realizam-se as eleições legislativas e por último as eleições autárquicas.
Não fazia sentido do nosso ponto de vista juntar eleições que nada têm a ver uma com a outra, uma coisa é escolher o governo do país, outra é escolher os governos locais, onde se realizam 308 eleições distintas.
Aliás praticamente todos os partidos defendiam esta formulação, com excepção do PSD, que provavelmente por mero aproveitamento político defendia a junção dos dois actos eleitorais.
Mas do PSD já nada nos surpreende, até porque basta ver as grandes propostas da sua líder para o País, que até agora passam por afirmações como suspensão da democracia,
paralisação das obras públicas e mais recentemente até se propõe a rasgar as políticas sociais do Governo. Mas se olharmos para o que têm as propostas deste partido para as autarquias locais, nada mesmo nos surpreende estas atitudes, no que à matéria autárquica diz respeito o PSD nunca apresentou uma iniciativa no que respeita ao quadro financeiro das autarquias locais, no que se refere à descentralização, à estruturação, à autonomia do poder local, o PSD foi ausente em todas estas matérias, e em certos casos até funcionou como força de bloqueio, como foi no caso da Lei Eleitoral Autárquica.
Tendo em conta o que acabei de expressar, ficam bem vincadas algumas grandes diferenças entre o PS e outras forças partidárias, não posso deixar passar esta oportunidade, sem apelar ao trabalho e empenhamento de todos os socialistas nos actos eleitorais que se avizinham.
São momentos importantes e fundamentais para o futuro do nossos concelhos, do nosso país e principalmente dos cidadãos, há que optar claramente entre quem quer paralisar
Portugal e quem tem um projecto de desenvolvimento para o país e aí a opção é bem clara, este projecto passa por todos os que integram o projecto socialista para as autarquias, por José Sócrates e pelo PS.
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Viva o Seixal do Futuro!
De 19 a 29 de Junho tiveram lugar as Festas do Seixal. Normalmente, em todas as festas deste tipo (e não apenas naquelas que se realizam no concelho do Seixal) há sempre uma zona institucional onde, por exemplo, sempre se situa um stand da Câmara Municipal. Mas onde também ficam localizadas outras instituições, quer políticas, quer empresariais e também a comunicação social, enfim, as forças vivas locais. São óptimos locais e grandes momentos de intensa vivência Democrática.
O PS tentou colocar um stand, na festa de São Pedro, nessa zona (no caso concreto, junto à feira de artesanato), entramos em contacto com o Presidente da Junta de Freguesia do Seixal que, amavelmente, nos informou de que ali não estava destinado nenhum espaço para organizações político-partidárias. Aceitando o que nos estava a ser transmitido, solicitamos então informação acerca do local disponível para a montagem do referido stand promocional. O Sr. Presidente explicou então que, a zona que estaria disponível para esse efeito, seria junto aos carrinhos de choque! Perante esta informação geograficamente nada interessante, foi-me sugerida a instalação, já não de um stand, mas de uma banca, fora da feira, na Rua Paiva Coelho. Ora, esta inflexibilidade causou-me alguma estranheza e, embora a sugestão não fosse do meu agrado, confesso que ainda equacionei que utilidade teria uma banca (que não stand) ali instalada.
No entanto, depressa essa tarefa de a imaginar ali perdeu todo o interesse. Munidos do seu imperativo de “quem manda somos nós”, a CDU decidiu-se por instalar na entrada da Rua Paiva Coelho, um pórtico que desde logo me suscitou um sentimento de jogo sujo. O dono da bola é que define as regras do jogo e se lhe apetecer marcar um golo de modo irregular, pode. Neste caso pôs a baliza onde muito bem lhe apeteceu!
Faz lembrar os tempo ditatoriais, do quero, posso e mando. Nada a estranhar de facto, o comunismo não é uma ideologia democrática e nesta matéria reconheça-se a coerência de quem lidera os destinos do concelho.
Aproveitar uma festividade para dela fazer campanha política é, no mínimo, desleal. Ainda para mais quando o pórtico (que mais parece uma meta de chegada) inclui o slogan "Seixal é único", transformando as festividades de São Pedro numa manifestação de pura propaganda partidária onde até são anunciados os nomes dos candidatos à Juntas. Querer confundir aquilo que é a actividade da Câmara e da Junta de Freguesia com aquilo que é a actividade do PCP (travestido de CDU) não é legítimo, não é ético e não fica bem a quem permita que tal suceda ou pior ainda a quem promove tais acções.
Não vivemos (felizmente) no tempo da unicidade sindical e este concelho não é, nem do PCP, nem dos seus eleitos. O Seixal é de todos, e para todos.
Esta inequívoca demonstração de prepotência e carência de cultura democrática é ainda mais vincada quando, apenas por mero exercício de reacção, propus à Junta de Freguesia da Arrentela, colocar igual pórtico nas suas festas que irão decorrer de 08 a 12 de Julho. Da Junta de Freguesia informaram-me pessoal e telefonicamente que não é possível a instalação dum pórtico nos moldes semelhantes àquele que a CDU tinha à entrada do Seixal. De imediato enviei um fax a solicitar por escrito essa mesma impossibilidade e a pedir que me mencionassem os motivos pelo qual tal é impossível. Até hoje, e o fax por mim enviado levava a data de dia 26 de Junho, ainda nada me foi respondido. Continuo a aguardar para que se dignem a justificar-me tal impossibilidade. A ver vamos se à CDU tal intenção é facultada…
Tal como dizia o slogan que a CDU/PCP colocou no pórtico das festas do Seixal, o “Seixal é único”, é verdade, é pena é que não seja pelas melhores razões.
Vamos todos Votar para que estas atitudes passem a fazer parte dum triste passado de prepotência.
Viva o Seixal do Futuro!
Comente para o «Comércio do Seixal e Sesimbra».
O PS tentou colocar um stand, na festa de São Pedro, nessa zona (no caso concreto, junto à feira de artesanato), entramos em contacto com o Presidente da Junta de Freguesia do Seixal que, amavelmente, nos informou de que ali não estava destinado nenhum espaço para organizações político-partidárias. Aceitando o que nos estava a ser transmitido, solicitamos então informação acerca do local disponível para a montagem do referido stand promocional. O Sr. Presidente explicou então que, a zona que estaria disponível para esse efeito, seria junto aos carrinhos de choque! Perante esta informação geograficamente nada interessante, foi-me sugerida a instalação, já não de um stand, mas de uma banca, fora da feira, na Rua Paiva Coelho. Ora, esta inflexibilidade causou-me alguma estranheza e, embora a sugestão não fosse do meu agrado, confesso que ainda equacionei que utilidade teria uma banca (que não stand) ali instalada.
No entanto, depressa essa tarefa de a imaginar ali perdeu todo o interesse. Munidos do seu imperativo de “quem manda somos nós”, a CDU decidiu-se por instalar na entrada da Rua Paiva Coelho, um pórtico que desde logo me suscitou um sentimento de jogo sujo. O dono da bola é que define as regras do jogo e se lhe apetecer marcar um golo de modo irregular, pode. Neste caso pôs a baliza onde muito bem lhe apeteceu!
Faz lembrar os tempo ditatoriais, do quero, posso e mando. Nada a estranhar de facto, o comunismo não é uma ideologia democrática e nesta matéria reconheça-se a coerência de quem lidera os destinos do concelho.
Aproveitar uma festividade para dela fazer campanha política é, no mínimo, desleal. Ainda para mais quando o pórtico (que mais parece uma meta de chegada) inclui o slogan "Seixal é único", transformando as festividades de São Pedro numa manifestação de pura propaganda partidária onde até são anunciados os nomes dos candidatos à Juntas. Querer confundir aquilo que é a actividade da Câmara e da Junta de Freguesia com aquilo que é a actividade do PCP (travestido de CDU) não é legítimo, não é ético e não fica bem a quem permita que tal suceda ou pior ainda a quem promove tais acções.
Não vivemos (felizmente) no tempo da unicidade sindical e este concelho não é, nem do PCP, nem dos seus eleitos. O Seixal é de todos, e para todos.
Esta inequívoca demonstração de prepotência e carência de cultura democrática é ainda mais vincada quando, apenas por mero exercício de reacção, propus à Junta de Freguesia da Arrentela, colocar igual pórtico nas suas festas que irão decorrer de 08 a 12 de Julho. Da Junta de Freguesia informaram-me pessoal e telefonicamente que não é possível a instalação dum pórtico nos moldes semelhantes àquele que a CDU tinha à entrada do Seixal. De imediato enviei um fax a solicitar por escrito essa mesma impossibilidade e a pedir que me mencionassem os motivos pelo qual tal é impossível. Até hoje, e o fax por mim enviado levava a data de dia 26 de Junho, ainda nada me foi respondido. Continuo a aguardar para que se dignem a justificar-me tal impossibilidade. A ver vamos se à CDU tal intenção é facultada…
Tal como dizia o slogan que a CDU/PCP colocou no pórtico das festas do Seixal, o “Seixal é único”, é verdade, é pena é que não seja pelas melhores razões.
Vamos todos Votar para que estas atitudes passem a fazer parte dum triste passado de prepotência.
Viva o Seixal do Futuro!
Comente para o «Comércio do Seixal e Sesimbra».
Segunda-feira, 29 de Junho de 2009
A Apresentação segue dentro de momentos...
Devido às condições meteorológicas que se fizeram e fazem sentir, a apresentação da minha Candidatura à Câmara Municipal do Seixal foi adiada, sendo anunciada brevemente uma nova data. A todos os que confirmaram a sua presença, bem como aos que não o fazendo iriam estar presentes, endereço desde já as minhas desculpas, certo de que compreendem o motivo, ao qual sou alheio.
Saudações Socialistas!
Saudações Socialistas!
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
As bifanas dos escuteiros
Algo que tem suscitado muita polémica na Blogosfera Seixalense, e até na comunicação social nos últimos dias, é a actuação da comissão de vistorias na Festa de São Pedro, no Seixal, nomeadamente um alegado encerramento dum convívio organizado pelos escuteiros.Pelos vistos os serviços da Câmara não conseguiram apurar o que se passou (a avaliar pelo que hoje é publicado no jornal do Seixal), mas o Sr. Domingos e o Sr. Teixeira conseguiram-no fazer.
Comecemos pois por aqui, em primeiro lugar estranho que o gabinete de imprensa, ou alguém por ele, não tenha conseguido apurar o que se passou, algo vai mal nesta organização. Assim como estranho que ninguém, da estrutura interna da Câmara, me tenha pedido informações sobre o assunto. Ou talvez não...
Igualmente estranho é, em especial tendo em conta o afirmado anteriormente, a quantidade e qualidade espantosa de informação detidas pelo Sr. Teixeira e pelo Sr. Domingos! Antes andava por aqui um Paulo Afonso (de características semelhantes), mas quando a sua identidade foi questionada, este desapareceu e apareceram as personagens Teixeira e Domingos.
Ora sucede que as aludidas personagens, tendo em conta o teor das suas intervenções, TÊM de ser altos responsáveis da Câmara Municipal do Seixal, de outra forma não disporiam da informação que aqui revelam possuir. Acumulam essa "qualidade" com a cobardia, porque não se identificam e com o facto de serem mentirosos porque raramente contam a verdade toda.
Ora vejamos, no caso em apreço, souberam dizer que os serviços médicos veterinários estão sobre a minha alçada e que participaram na acção inspectiva. Esqueceram-se de dizer que quem participou nesta acção inspectiva foi a denominada Comissão de fiscalização, que incluí o médico-veterinário (enquanto autoridade médico-veterinára municipal), a fiscalização municipal e a PSP.
Acresce e também se esqueceram, os Srs. Domingos e Teixeira, de referir que todos os anos (lá pelo mês de Abril) eu próprio endereço uma missiva, a todas as Juntas de Freguesia do concelho, onde digo mais ao menos o seguinte: atenção aproxima-se a época das feiras, quando licenciarem/aurorizarem/venderem espaços nas festas certifiquem-se que as entidades requerentes possuêm as necessárias autorizações legais.
Vejamos então:
1.º Os escuteiros tinham a obrigação de licenciarem a actividade.
2.º Admitindo que é perfeitamente normal que os escuteiros desconhecem-se esta obrigação, deveriam ter sido alertados para este facto pela Junta de Feguesia (CDU), a qual já tinha sido alertada previamente por mim para este facto.
3.º Não sendo assim, os meus serviços têm instruções claras para actuarem SEMPRE duma forma pedagógica, a titulo de exemplo diga-se que ao longo do último ano foram intervencionados todos os talhos do concelho e nenhum alarme surgiu. Por isso, no caso em apreço, as questões levantadas do ponto de vista da higiene e segurança alimentar foram resolvidas no local. O que forçou o encerramento da actividade foi a prática duma actividade comercial, e este licenciamento é da responsabilidade do Pelouro do Urbanismo, assim como a sua fiscalização é da responsabilidade dos fiscais municipais - Dois pelouros tutelados pela CDU!
Perceberam ou querem que eu faça um desenho?
Quinta-feira, 25 de Junho de 2009
Notícias Correio da Manhã (em apenas 4dias)
23 Junho 2009 - 00h30
Seixal
Vinte acusados de rapto de traficantes
O Ministério Público do Seixal concluiu a acusação contra vinte pessoas, dezanove homens e uma mulher, que vão responder por cinco crimes de rapto, tráfico de droga, falsificação de documentos, detenção de arma proibida, falso depoimento e situação ilegal no País.
Treze dos acusados estão em prisão preventiva desde Janeiro, após terem sido detidos numa operação da Unidade Nacional Contra Terrorismo da PJ denominada ‘Cárcere Privado’, nos bairros Quinta da Princesa e da Jamaica, no Seixal.
Os arguidos, considerados "extremamente perigosos", estão ligados ao sequestro, em 2006, de cinco traficantes em Lisboa. Estes foram levados para caves na zona da Amora e Fogueteiro, agredidos e mantidos em cativeiro, guardados por cães de raça perigosa.
H.M./M.P.
22 Junho 2009 - 00h29
Seixal: Aponta arma à GNR
Um homem foi detido sábado à noite depois de ter agredido violentamente a mulher e apontado uma caçadeira a militares da GNR que tomavam conta da ocorrência, apurou ontem o CM. Os guardas tiveram de efectuar disparos para o deter. Levado para o posto, tinha uma taxa de alcoolemia de 3.35 gr/l. Tem antecedentes de violência doméstica.
20 Junho 2009 - 00h30
Mulher de 31 anos residente em Corroios, Seixal, andou mais de duas horas com ladrões
Sequestrada quando estacionava o carro
Uma mulher de 31 anos foi sequestrada por dois ladrões durante duas horas. A vítima foi atacada quando estacionava o carro na garagem de casa, em Corroios, Seixal, vindo a ser abandonada quando os assaltantes se depararam com uma viatura policial.
Os ladrões, armados com uma faca e uma pistola, introduziram-se na garagem do prédio da vítima. Pelas 02h00, a mulher entrou de carro e foi sequestrada. Colocada no banco de trás da viatura, andou por ruas do Seixal e Almada.
Pelo caminho, a viatura roubada (Seat Ibiza) esteve envolvida num acidente, o que não serviu para abrandar os ladrões. A mulher foi coagida a entregar o cartão multibanco, e respectivo código, tendo a dupla levantado 400 euros.
Depois das 04h00, mais de duas horas após o sequestro, uma viatura da PSP atravessou-se no caminho do Seat Ibiza, o que levou os assaltantes a encostar e fugir a pé. A PSP socorreu a vítima.
Na minha opinião, o problema da insegurança é o que mais afecta o concelho do Seixal, e não entendo como os responsáveis políticos da CDU insistem em desvaloriza-lo.
E é para mim evidente que este problema é o resultado de anos e anos de políticas erradas da CDU, nomeadamente de políticas de desenvolvimento(?) urbano e sociais.
Seixal
Vinte acusados de rapto de traficantes
O Ministério Público do Seixal concluiu a acusação contra vinte pessoas, dezanove homens e uma mulher, que vão responder por cinco crimes de rapto, tráfico de droga, falsificação de documentos, detenção de arma proibida, falso depoimento e situação ilegal no País.
Treze dos acusados estão em prisão preventiva desde Janeiro, após terem sido detidos numa operação da Unidade Nacional Contra Terrorismo da PJ denominada ‘Cárcere Privado’, nos bairros Quinta da Princesa e da Jamaica, no Seixal.
Os arguidos, considerados "extremamente perigosos", estão ligados ao sequestro, em 2006, de cinco traficantes em Lisboa. Estes foram levados para caves na zona da Amora e Fogueteiro, agredidos e mantidos em cativeiro, guardados por cães de raça perigosa.
H.M./M.P.
22 Junho 2009 - 00h29
Seixal: Aponta arma à GNR
Um homem foi detido sábado à noite depois de ter agredido violentamente a mulher e apontado uma caçadeira a militares da GNR que tomavam conta da ocorrência, apurou ontem o CM. Os guardas tiveram de efectuar disparos para o deter. Levado para o posto, tinha uma taxa de alcoolemia de 3.35 gr/l. Tem antecedentes de violência doméstica.
20 Junho 2009 - 00h30
Mulher de 31 anos residente em Corroios, Seixal, andou mais de duas horas com ladrões
Sequestrada quando estacionava o carro
Uma mulher de 31 anos foi sequestrada por dois ladrões durante duas horas. A vítima foi atacada quando estacionava o carro na garagem de casa, em Corroios, Seixal, vindo a ser abandonada quando os assaltantes se depararam com uma viatura policial.
Os ladrões, armados com uma faca e uma pistola, introduziram-se na garagem do prédio da vítima. Pelas 02h00, a mulher entrou de carro e foi sequestrada. Colocada no banco de trás da viatura, andou por ruas do Seixal e Almada.
Pelo caminho, a viatura roubada (Seat Ibiza) esteve envolvida num acidente, o que não serviu para abrandar os ladrões. A mulher foi coagida a entregar o cartão multibanco, e respectivo código, tendo a dupla levantado 400 euros.
Depois das 04h00, mais de duas horas após o sequestro, uma viatura da PSP atravessou-se no caminho do Seat Ibiza, o que levou os assaltantes a encostar e fugir a pé. A PSP socorreu a vítima.
Na minha opinião, o problema da insegurança é o que mais afecta o concelho do Seixal, e não entendo como os responsáveis políticos da CDU insistem em desvaloriza-lo.
E é para mim evidente que este problema é o resultado de anos e anos de políticas erradas da CDU, nomeadamente de políticas de desenvolvimento(?) urbano e sociais.
Sábado, 20 de Junho de 2009
Vergonha
Isto é uma vergonha!
O texto do A-Sul diz tudo.
Passei pelo local quando estavam a montar esta estrutura, com um dos técnicos que trabalha na campanha do PS, e que é brasileiro. O comentário foi imediato, aquilo no Brasil é proibido!
Este será certamente um aspecto a rever na nossa legislação, mas para além disso há sempre que registar a falta de decoro de quem procede assim.
O texto do A-Sul diz tudo.
Passei pelo local quando estavam a montar esta estrutura, com um dos técnicos que trabalha na campanha do PS, e que é brasileiro. O comentário foi imediato, aquilo no Brasil é proibido!
Este será certamente um aspecto a rever na nossa legislação, mas para além disso há sempre que registar a falta de decoro de quem procede assim.
Sexta-feira, 19 de Junho de 2009
Para reflexão no fim-de-semana (o mundo não acaba no Seixal)
La ética es una disciplina filosófica que ha sido caracterizada como una “ciencia del deber ser”. Emanuel Kant ha distinguido el ser y el deber ser. El mundo del ser se refiere a lo que acontece en la realidad fenoménica, independientemente de nuestra voluntad y nuestro obrar, es lo dado. Pero, al lado de este mundo regido por las regularidades fenoménicas establecidas, es posible un mundo donde reina la libertad humana, donde las cosas suceden por la plena voluntad del hombre. Se trata entonces del mundo del deber ser, de los actos libres, voluntarios y autónomos; éstos son los que pertenecen al mundo moral.
Estamos hablando de la ética de la responsabilidad y de los imperativos categóricos kantianos, o sea, de la autoconciencia en el uso de medios, en la consecución de metas y finalidades.
En política, como en todo ámbito de la vida podemos oscilar entre el ser y el deber ser. El magnífico discurso de Obama en El Cairo, se inscribe en ese deber ser del imperativo categórico Kantiano, la voluntad clara de imprimir determinado curso a los hechos.
Un orden inmanente toca a su fin, el de la globalización neoliberal y puede tal vez Obama, merced a sus particularidades de liderazgo y las circunstancias históricas de un orden quebrado, intentar ajustar el curso de los acontecimientos y eliminar hipótesis de conflicto que posibiliten rearmar los esquemas vigentes.
Al contrario de la globalización neoliberal que sumaba espacios territoriales y aunaba mercados reducidos y asfixiados por la financiarización, excluyendo amplias mayorías y estableciendo enemigos (ejes del mal), él emprende un camino inverso; el camino de diálogos, marcos de acuerdo, entendimientos e inclusiones.
Este discurso fue pronunciado en un contexto universal particular; los resultados de la era neocon: en los países en desarrollo viven 1300 millones de personas por debajo de la línea de pobreza, más de 100 millones de ellas se encuentran en los países industrializados y 120 millones en Europa Oriental y Asia Central.
Las disparidades de la pobreza, realmente alcanzan cifras alarmantes; Asia Meridional concentra la mayor cantidad de población que subsiste con 1 dólar diario, es decir, 515 millones de personas; seguida por Asia Oriental, Sur Oriental y el Pacífico, donde 446 millones de personas viven en estas condiciones. 219 millones en África, al sur del Sahara y 11 millones en los estados árabes. En América Latina y el Caribe, 110 millones de personas viven con 2 dólares diarios. En Europa Oriental y en los países de Asia Central, 120 millones de personas viven con 4 dólares al día. Desde el comienzo de la crisis sistémica, el número de desocupados en todo el mundo podría acrecentarse de 190 millones en 2007 a 210 millones a fines de 2009.
Para más, el Banco Mundial ha hecho un nuevo cálculo: habrá 400 millones de pobres más en el mundo, frente a los 100 millones que se habían calculado, incrementando así, las estadísticas de este año.
Los trabajadores pobres que vivían con menos de un dólar al día, aumentarán en 2009 a cuarenta millones, es decir, de 480 millones a 520, y en cuanto a los trabajadores pobres que vivían con menos de dos dólares al día, aumentarán en cien millones, hasta los 1.400 millones de personas.
En términos geopolíticos el mundo padece 34 conflictos armados vigentes, sólo desde el comienzo de las contiendas en Afganistán e Irak, éstas arrojaron casi 2.000.000 de víctimas.
Alrededor de750.000 personas mueren cada año sólo en las guerras de la República Democrática del Congo, Darfur e Irak y un total de 2.700 millones de personas anualmente, afrontan un alto riesgo de conflicto violento debido al mal reparto de la riqueza y la seguridad, con peligro de muerte en un alto porcentaje.
Un sistema se quebró y no muestra alternativa, hay que cambiar el rumbo; repito, deben despejarse hipótesis de conflicto, sumar actores internacionales y proponer un rumbo que torne el escenario mundial más vivible.
La gramática del poder no pudo ser más afortunada, el presidente de Estados Unidos encontró el escenario apropiado, la Universidad de El Cairo. En pleno mundo árabe lanzó su gesto histórico de reconciliación, estableció metas y valores comunes e invitó al diálogo a factores hasta ahora desencontrados.
En esta universidad cursaron muchos líderes de grupos terroristas, como el segundo jefe de Al-Qaeda y otros de fama mundial.
También desde este escenario dio a conocer a Israel los planteos de una nueva etapa: el vínculo con Israel es especial, pero no a cualquier precio y la existencia de un Estado Palestino, pasa a ser una razón estratégica de su país, vinculada al no menos estratégico Golfo Pérsico y la cuestión iraní.
Debemos tener en cuenta, que en el último año de la gestión Bush se firmaron contratos para la provisión de armamentos por 20.000 millones de dólares con destino a Arabia Saudí, Emiratos Árabes Unidos, Kuwait, Qatar, Baharem y Omán, cuyo objetivo, es reforzar su seguridad frente a Irán y Siria y a los grupos terroristas Al Qaeda y Hizballah.
Entonces se habló de un paquete total de 20.000 millones de dólares para ese grupo de países, aunque según parece, ese monto podría referirse sólo a la parte que le correspondería a Arabia Saudí.
Se deben incluir casi 14.000 millones de dólares para la recomposición de armamento en Irak y posiblemente casi treinta mil millones en compensación a Israel y Egipto, siendo mesurados y entendiendo que las entregas son a plazos no inmediatos, podemos hablar de contratos por casi 60.000 millones de dólares. Rusia aportó durante siete años casi 10.000 millones de euros a la región.
Todo dice, que existe una vocación de la conducción norteamericana de moderar lo que se desmadró en la administración anterior y son necesarios acuerdos y entendimientos para alcanzar metas más razonables al mundo en crisis que atravesamos.
Netanyahu, privilegiado destinatario del mensaje, eligió otra universidad para responder, la de Bar Ilán.
Esta casa de estudios, núcleo ideológico de los colonos y donde estudiaba el asesino de Itzhak Rabin, concedió lo máximo posible para las circunstancias de la coalición gobernante.
Mencionó la palabra estado palestino, pero lo condicionó hasta no saber, si se hablaba de un autogobierno o un estado.
Se encargó de asegurar que no existirán nuevas colonias, pero no mencionó desarmar las existentes y con eufemismos deslizó que se atenderían las necesidades de sus pobladores; es decir, se seguiría construyendo en ellas.
El discurso coordinado con Washington, no pudo menos que ser saludado por Obama como un avance, habló de un estado palestino y se le concedió tiempo, pero todos sabemos que es limitado.
Netanyahu logra así ganar cierto espacio y mantener intacta su coalición, aunque ocultando para estas gestiones al peculiar Canciller Liberman.
Su discurso no alcanzó el realce del de Obama, fue pronunciado con miras internas, defensivo; para gusto de la Casa Blanca mencionó un eventual estado palestino una sola vez y careció de propuestas y metas valederas.
Las enunciadas repito, fueron artificios de equilibrista, porque este gobierno con la actual composición, dudo que sea un socio válido para este emprendimiento. No por ser de derechas, sino por ser una derecha irresponsable. Su segmento más extremo es irracional y redencionista y el moderado, es propicio a la demagogia populista.
No es cuestión de ver a Estados Unidos como un nuevo campeón del bien y a Israel como la nueva versión del eje del mal. Todavía no hay precisas ponencias del mundo árabe sobre el tema, Al Fatah debe entenderse en el asunto con Hamas y el resto de los estados árabes con multiplicidad de actores no estatales y semi- estatales como Hizballah, deben decir sus cosas. En esta etapa de recomposiciones y reorientaciones estratégicas, bien vale recordar a John Rawls y su concepto de justicia.
Él la considera como la primera de las virtudes de la sociedad; cada uno tiene el derecho de inviolabilidad basado en el principio de la justicia; ni siquiera el bienestar de la sociedad puede oponerse a ella. De forma medular a este esfuerzo, corresponde realizar un recuento de las circunstancias de la justicia y de una situación de elección justa para las partes enfrentadas a tales circunstancias. Éstas se enfrentan a una cantidad relativa de buenas razones mutuamente aceptables y no son éstas, ni naturalmente altruistas ni puramente egoístas: tienen fines que buscan promover. Rawls ofrece un modelo de elección justa en el cual los componentes, hipotéticamente, escogerían principios de justicia mutuamente aceptables. Bajo tales circunstancias, encontrarían particularmente atractivos sus principios de justicia favorecidos. En términos llanos, llamamos a esto coexistencia y están dadas las condiciones para intentarlo; es preciso apelar a los imperativos categóricos de voluntades que estén dispuestas a transformar, aunque sea para la supervivencia de un mundo que según analizamos con las estadísticas expuestas, reclama al menos un tibio cambio.
Obama busca socios y los encontrará, esperemos que la búsqueda no sea traumática y podamos decir, parafraseando a Ludwig Wittgenstein: Los límites de mi lenguaje no son los límites del mundo.
Carlos Braverman (Israel): Politólogo y Psicólogo, miembro de la Asociación de Derechos Civiles de Israel. Activista por una coexistencia judéo-árabe mutuamente justa y el altermundialismo. Miembro del Partido Meretz (Partido Socialista de Israel - Haifa). Presidente del Instituto Campos Abiertos (Investigaciones en Ciencias Políticas).
Estamos hablando de la ética de la responsabilidad y de los imperativos categóricos kantianos, o sea, de la autoconciencia en el uso de medios, en la consecución de metas y finalidades.
En política, como en todo ámbito de la vida podemos oscilar entre el ser y el deber ser. El magnífico discurso de Obama en El Cairo, se inscribe en ese deber ser del imperativo categórico Kantiano, la voluntad clara de imprimir determinado curso a los hechos.
Un orden inmanente toca a su fin, el de la globalización neoliberal y puede tal vez Obama, merced a sus particularidades de liderazgo y las circunstancias históricas de un orden quebrado, intentar ajustar el curso de los acontecimientos y eliminar hipótesis de conflicto que posibiliten rearmar los esquemas vigentes.
Al contrario de la globalización neoliberal que sumaba espacios territoriales y aunaba mercados reducidos y asfixiados por la financiarización, excluyendo amplias mayorías y estableciendo enemigos (ejes del mal), él emprende un camino inverso; el camino de diálogos, marcos de acuerdo, entendimientos e inclusiones.
Este discurso fue pronunciado en un contexto universal particular; los resultados de la era neocon: en los países en desarrollo viven 1300 millones de personas por debajo de la línea de pobreza, más de 100 millones de ellas se encuentran en los países industrializados y 120 millones en Europa Oriental y Asia Central.
Las disparidades de la pobreza, realmente alcanzan cifras alarmantes; Asia Meridional concentra la mayor cantidad de población que subsiste con 1 dólar diario, es decir, 515 millones de personas; seguida por Asia Oriental, Sur Oriental y el Pacífico, donde 446 millones de personas viven en estas condiciones. 219 millones en África, al sur del Sahara y 11 millones en los estados árabes. En América Latina y el Caribe, 110 millones de personas viven con 2 dólares diarios. En Europa Oriental y en los países de Asia Central, 120 millones de personas viven con 4 dólares al día. Desde el comienzo de la crisis sistémica, el número de desocupados en todo el mundo podría acrecentarse de 190 millones en 2007 a 210 millones a fines de 2009.
Para más, el Banco Mundial ha hecho un nuevo cálculo: habrá 400 millones de pobres más en el mundo, frente a los 100 millones que se habían calculado, incrementando así, las estadísticas de este año.
Los trabajadores pobres que vivían con menos de un dólar al día, aumentarán en 2009 a cuarenta millones, es decir, de 480 millones a 520, y en cuanto a los trabajadores pobres que vivían con menos de dos dólares al día, aumentarán en cien millones, hasta los 1.400 millones de personas.
En términos geopolíticos el mundo padece 34 conflictos armados vigentes, sólo desde el comienzo de las contiendas en Afganistán e Irak, éstas arrojaron casi 2.000.000 de víctimas.
Alrededor de750.000 personas mueren cada año sólo en las guerras de la República Democrática del Congo, Darfur e Irak y un total de 2.700 millones de personas anualmente, afrontan un alto riesgo de conflicto violento debido al mal reparto de la riqueza y la seguridad, con peligro de muerte en un alto porcentaje.
Un sistema se quebró y no muestra alternativa, hay que cambiar el rumbo; repito, deben despejarse hipótesis de conflicto, sumar actores internacionales y proponer un rumbo que torne el escenario mundial más vivible.
La gramática del poder no pudo ser más afortunada, el presidente de Estados Unidos encontró el escenario apropiado, la Universidad de El Cairo. En pleno mundo árabe lanzó su gesto histórico de reconciliación, estableció metas y valores comunes e invitó al diálogo a factores hasta ahora desencontrados.
En esta universidad cursaron muchos líderes de grupos terroristas, como el segundo jefe de Al-Qaeda y otros de fama mundial.
También desde este escenario dio a conocer a Israel los planteos de una nueva etapa: el vínculo con Israel es especial, pero no a cualquier precio y la existencia de un Estado Palestino, pasa a ser una razón estratégica de su país, vinculada al no menos estratégico Golfo Pérsico y la cuestión iraní.
Debemos tener en cuenta, que en el último año de la gestión Bush se firmaron contratos para la provisión de armamentos por 20.000 millones de dólares con destino a Arabia Saudí, Emiratos Árabes Unidos, Kuwait, Qatar, Baharem y Omán, cuyo objetivo, es reforzar su seguridad frente a Irán y Siria y a los grupos terroristas Al Qaeda y Hizballah.
Entonces se habló de un paquete total de 20.000 millones de dólares para ese grupo de países, aunque según parece, ese monto podría referirse sólo a la parte que le correspondería a Arabia Saudí.
Se deben incluir casi 14.000 millones de dólares para la recomposición de armamento en Irak y posiblemente casi treinta mil millones en compensación a Israel y Egipto, siendo mesurados y entendiendo que las entregas son a plazos no inmediatos, podemos hablar de contratos por casi 60.000 millones de dólares. Rusia aportó durante siete años casi 10.000 millones de euros a la región.
Todo dice, que existe una vocación de la conducción norteamericana de moderar lo que se desmadró en la administración anterior y son necesarios acuerdos y entendimientos para alcanzar metas más razonables al mundo en crisis que atravesamos.
Netanyahu, privilegiado destinatario del mensaje, eligió otra universidad para responder, la de Bar Ilán.
Esta casa de estudios, núcleo ideológico de los colonos y donde estudiaba el asesino de Itzhak Rabin, concedió lo máximo posible para las circunstancias de la coalición gobernante.
Mencionó la palabra estado palestino, pero lo condicionó hasta no saber, si se hablaba de un autogobierno o un estado.
Se encargó de asegurar que no existirán nuevas colonias, pero no mencionó desarmar las existentes y con eufemismos deslizó que se atenderían las necesidades de sus pobladores; es decir, se seguiría construyendo en ellas.
El discurso coordinado con Washington, no pudo menos que ser saludado por Obama como un avance, habló de un estado palestino y se le concedió tiempo, pero todos sabemos que es limitado.
Netanyahu logra así ganar cierto espacio y mantener intacta su coalición, aunque ocultando para estas gestiones al peculiar Canciller Liberman.
Su discurso no alcanzó el realce del de Obama, fue pronunciado con miras internas, defensivo; para gusto de la Casa Blanca mencionó un eventual estado palestino una sola vez y careció de propuestas y metas valederas.
Las enunciadas repito, fueron artificios de equilibrista, porque este gobierno con la actual composición, dudo que sea un socio válido para este emprendimiento. No por ser de derechas, sino por ser una derecha irresponsable. Su segmento más extremo es irracional y redencionista y el moderado, es propicio a la demagogia populista.
No es cuestión de ver a Estados Unidos como un nuevo campeón del bien y a Israel como la nueva versión del eje del mal. Todavía no hay precisas ponencias del mundo árabe sobre el tema, Al Fatah debe entenderse en el asunto con Hamas y el resto de los estados árabes con multiplicidad de actores no estatales y semi- estatales como Hizballah, deben decir sus cosas. En esta etapa de recomposiciones y reorientaciones estratégicas, bien vale recordar a John Rawls y su concepto de justicia.
Él la considera como la primera de las virtudes de la sociedad; cada uno tiene el derecho de inviolabilidad basado en el principio de la justicia; ni siquiera el bienestar de la sociedad puede oponerse a ella. De forma medular a este esfuerzo, corresponde realizar un recuento de las circunstancias de la justicia y de una situación de elección justa para las partes enfrentadas a tales circunstancias. Éstas se enfrentan a una cantidad relativa de buenas razones mutuamente aceptables y no son éstas, ni naturalmente altruistas ni puramente egoístas: tienen fines que buscan promover. Rawls ofrece un modelo de elección justa en el cual los componentes, hipotéticamente, escogerían principios de justicia mutuamente aceptables. Bajo tales circunstancias, encontrarían particularmente atractivos sus principios de justicia favorecidos. En términos llanos, llamamos a esto coexistencia y están dadas las condiciones para intentarlo; es preciso apelar a los imperativos categóricos de voluntades que estén dispuestas a transformar, aunque sea para la supervivencia de un mundo que según analizamos con las estadísticas expuestas, reclama al menos un tibio cambio.
Obama busca socios y los encontrará, esperemos que la búsqueda no sea traumática y podamos decir, parafraseando a Ludwig Wittgenstein: Los límites de mi lenguaje no son los límites del mundo.
Carlos Braverman (Israel): Politólogo y Psicólogo, miembro de la Asociación de Derechos Civiles de Israel. Activista por una coexistencia judéo-árabe mutuamente justa y el altermundialismo. Miembro del Partido Meretz (Partido Socialista de Israel - Haifa). Presidente del Instituto Campos Abiertos (Investigaciones en Ciencias Políticas).
Parabéns Garfield
O gato mais famoso do mundo faz hoje 31 anos.Quem não se lembra das aventuras do felídeo laranja? Garfield apareceu a 19 de Junho de 1978. Tinha traços disformes, bochechas enormes, olhos pequenos e já mostrava um enorme sarcasmo. Evoluiu, tornou-se um gato mais bonito e vaidoso.
Para mim continua a ser o meu mais fiel retrato... Representa o louco combate entre um inato desejo de liberdade a consciência que é a voz pela qual fala a necessária integração no tecido social.
Garfield é um gato inútil, preguiçoso, guloso, cómico e invejoso, sendo até provável que reúna em si todos os sete pecados mortais.
Mas e há sempre um mas, o facto é que este gato parece imensamente feliz!
E não é justamente para isso que nascemos?
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